terça-feira, 23 de abril de 2013



LABIRINTO DE CNOSSOS  

Construído em Creta a partir de cerca do ano 1700 a.C., o Palácio de Cnossos com as suas inumeras salas e corredores entrelaçados, é certamente o “Labirinto de Cnossos” que a mitologia atribui ao Minotauro.
Mas que esconde a lenda do Minotauro? E o palácio, era efectivamente um palácio?
Até ao fim do século XIX, antes da colonização grega, só sabíamos sobre Creta , o que alguns autores antigos  escreveram.
O assunto gira sempre à volta do labirinto e do suposto arquitecto Dédalo, originário de Atenas, forçado a exilar-se por ter assassinado um sobrinho.

Cnossos, estáter-420 a.C..
Anv. Minotauro a correr para a direita.
Rev. Labirinto. 

Astério, (na mitologia senhor das estrelas) rei de Creta, era filho e sucessor de Tectano e de uma filha de Creteo.
Quando Europa chegou à ilha após a sua aventura com Zeus, Astério acollheu-a e, embora não quizesse ter filhos da mulher que tinha sido uma das amantes do deus, casou com ela.
Todavia, tratou e educou como pai os filhos que sua esposa teve com Zeus: Minos, Radamanto e Sarpédon.
Após a morte de Astério, Minos baniu os irmãos que lhe contestavam o trono: afirmou que tinha recebido aprovação dos deuses para reinar e, para confirmar, declarou que obtinha todas as realizações dos seus anseios.
Prometeu então a Poseídon (Neptuno dos romanos) se o ajudasse, sacrificar em holocausto o primeiro animal que saísse do mar.
Quiz o destino que fosse um magnífico touro branco como ele nunca tinha visto.
Ao ver o majestuoso animal, Minos recusou sacrificá-lo, e ofereceu a Posídon um mais comum.
O “Deus do Mar” que não ficou contente com a troca de animais, decidiu vingar-se e  pediu a Afrodite (Vénus), para fazer o necessário para o castigar. Foi assim que a “Deusa do Amor” inspirou a Pasífae (ou Pasífaa) esposa de Minos, um amor irresistível pelo touro branco, ao ponto de tencionar copular com ele mas: como fazer?

Cnossos, estáter-420 a.C..
Anv. Minotauro a correr para a esquerda.
Rev. Labirinto.

Vivia então em Cnossos, Dédalo um famoso arquiteto a quem Pasífae pediu que lhe construisse uma vaca  tão perfeita que enganasse o touro, e na qual  ela  se pudesse esconder e copular com ele.
O touro ao ver a estátua tão perfeita, pensou tratar-se de uma verdadeira vaca,  e assim a rainha conseguiu concretizar o seu desejo.

Cnossos, estáter-cerca de 350 a.C..
Anv. Ariana ou Afrodite? à direita no interior de um labirinto.
Rev. Zeus sentado num trono com um cetro na mão direita.
   
Pasífae deu à luz um monstro. “O Minotauro”; tinha corpo de homem e cabeça  de touro: alimentava-se com carne humana, e colocou por conseguinte um grande problema ao rei Minos.
Este, em primeiro mandou-o acorrentar, mas o touro era tão forte que quebrava todas as correntes.
O rei pediu então ao arquitecto Dédalo, que lhe construísse junto ao seu palácio um complexo com numerosos corredores e salas emaranhadas, com formas tão complicadas, para que ninguém (homem ou animal) uma vez dentro, não mais pudesse encontrar o caminho para sair.
Era  o “LABIRINTO”. 
(Ele mesmo por ter desagradado ao rei, encontrou-se lá perdido com seu filho Ícaro,  e foi através dos ares que conseguiu evadir-se ).
Egeu rei de Atenas, após ser derrotado numa guerra contra Creta, ficou a pagar  um tributo no qual também eram incluídos, sete rapazes e sete raparigas que Minos metia no labirinto, para servirem de repasto ao minotauro.
Aquando do envio do terceiro tributo, Teseu filho do rei Egeu que estava presente, pensou que era tempo de terminar com tão grande barbaridade, decidiu tomar o lugar de um jovem e assim rumou para Creta.

Cnossos, estáter-III século a.C..                                                  
Anv. Hera com o stéfanos na cabeça à esquerda.
Rev. Labirinto e legenda

Na viagem da ida utilizou no seu barco velas pretas. Para o regresso se vencesse o Minotauro, ulilizaria velas brancas que o pai lhe tinha oferecido.
Chegado a Creta, a bela Ariana filha de Minos apaixonou-se por Teseu, e como ele estava decidido em matar o Minotauro, ela consentiu ajudá-lo e ofereceu-lhe uma espada.
Combinaram então utilizar uma astúcia bastante simples para que Teseu encontrasse o caminho de regresso, após ter executado a difícil tarefa.
Apenas lhes fazia falta um novelo de fio.
Ariana ficou à entrada do labirinto segurando o novelo que ia desenrolando à medida que o seu bem-amado avançava.
Teseu que encontrou o Minotauro adormecido, matou-o com um único golpe de espada na cabeça, e  libertou os jovens rapazes e raparigas.
Para o regresso, apenas teve que seguir o fio que Ariana segurava firmemente, e todos saíram sem dificuldade do labirinto.
Ao ter conhecimento que os atenienses tinham fugido, Minos pensou que eles só podiam ter conseguido com a ajuda de Dédalo.

Cnossos, estáter-320-300 a.C.
Anv. Deméter à direita.
Rev. Labirinto, seta e aljava.

Em consequência, prendeu o pai e filho no labirinto para confirmarem  a excelência do plano, dado que sem indicação nem o seu autor podia  encontrar a saída.
Minos certamente não contava com a imaginação do arquiteto, que de seguida disse ao filho.
A nossa fuga pode ser  dificultada por  terra ou por  água  mas,  os ares e o céu estão livres, e daí fabricou dois pares de asas que fixaram com cera de abelha nos ombros.
Antes de levantarem voo, Dédalo aconselhou o filho para não voar muito alto, pois ao aproximar-se do sol, a cera podia derreter e as asas caírem.
Ambos se elevaram sem grande esforço e saíram de Creta mas, o entusiasmo com este novo e maravilhoso poder incitou Ícaro a subir cada vez mais e, recusando ouvir os conselhos do pai, as asas descolaram-se e caiu ao mar.
O pai aflito continuou voando até à  Sicília, onde foi recebido pelo rei Cocálos.
Furioso com esta fuga, o rei Minos decidiu procurá-lo. Para isso, lançou um desafio que só um homem como Dédalo podia ganhar.
Prometeu grande recompensa a quem fosse capaz de passar um fio no interior da conha dum caracol.
Coisa muito fácil para Dédalo, que  atou um fio à pata de uma formiga e esta entrou por um lado deu a volta à espiral, e saíu pelo outro..
Minos soube então do paradeiro do arquiteto, mas como Cocálos recusou a entregar-lhe o seu hóspede, deu origem a uma guerra entre a Sicília e Creta.

Cnossos, estáter-200 a.C..
Anv. Apolo com coroa de louro à esquerda.
Rev. Labirinto circular e legenda.

Uma redescoberta

A partir de 1894, o arqueólogo Sir Arthur Evans percorreu a ilha à procura de vestígios deste período e, foi sob alguns vestígios gregos e romanos, que encontrou numerosos testemunhos da civilização cretense. 
Em 1900, Evans iniciou as escavações no Palácio de Cnossos.
Os trabalhos depressa se averiguaram frutuosos trazendo  à luz do dia, uma profusão de salas e corredores, que permitem iluminar e creditar as lendas com novos elementos
Uma arquitectura tão complexa, é sem dúvida a origem das lendas mitológicas sobre o labirinto, tanto quanto, numerosos frescos e esculturas representando touros foram encontrados no local.
Porque será que o palácio tem gozado de tão negativa reputação?
Talvez na realidade nem fosse um palácio, mas um santuário onde as vítimas eram imoladas, ou mesmo um local sagrado que servia de cemitério.

                                  Palácio real ou mausoléu?

Muitos arqueólogos contestam que os grandiosos vestígios posto à luz do dia por Evans, fosse um palácio habitacional: a sua localização náo é muito propícia para esse efeito.
Muito exposta e difícil de defender, não concorda com o espírito da época em que os gregos e egeus, efectuavam constantemente raides e invasões no Mar Mediterrâneo.
Além disso, as fontes de água são poucas em redor do palácio, o que daria origem a grandes problemas para abastecer a população em caso de cerco.
Quanto às salas: durante muito tempo designadas como apartamentos reais graças aos objectos encontrados: são apenas subsolos húmidos, e desprovidos de janelas.


Cnossos, estáter-200 a.C..
Anv. Zeus ou Minos? com coroa de louro à direita.
Rev. Labirinto e legenda.

Imaginamos mal um rei instalar-se ali intencionalmente.
E por último: o palácio não tem cozinhas nem cavalariças, particularidade difícilmente concebível, para um edifício desta importância.
Segundo o arqueólogo alemão Hans Georg Wunderlich, o palácio terá sido um imenso mausoléu destinado a receber, mas nunca terá sido habitado.
Os enormes potes de terra que se supunha  terem contido grãos ou óleo; são urnas onde os cadáveres eram conservados com mel.
Do mesmo modo, os silos em pedra são sarcófagos, e as canalisações, uma instalação que permitia trazer os fluídos necessários para embalsamar os corpos.
Teoria sedutora que faria do mítico Minos, uma figura alegórica da morte evidentemente temível.
No entanto, tal explicação confronta-se com um grande obstáculo, porque não foram encontrados nenhuns restos humanos, cinzas ou esqueletos nas ruínas do edifício.
Mas como as esvavações continuam, talvez um dia Cnossos nos revele todos os seus segredos.

Cnossos, estáter-200-150 a.C..
Anv. Atena com capacete à direita.
Rev. Coruja empoleirada numa ânfora, labirinto e legenda.

(Figuras naturais, sinais pré-históricos, cavernas com múltiplas salas e corredores, desenhos naturais de certos mariscos; o labirinto aparece em toda a parte e em diferentes épocas).
Símbolos labirínticos são também observados nas mais antigas gravuras rupestres, mas, a primeira representação verdadeiramente complexa, foi encontrada numa sepultura neolítica  escavada 3 000 anos a.C., perto de Luzzanas (Sardenha).
Um pouco espalhado em todo o mundo, além do exemplo cretense, encontramo-lo também em Cornouailles (França), em Tell Rifaat (Síria) gravado sobre mégalitos entre 1 800 e 1 400 antes da nossa era, e com alguns séculos a menos em Pontevedra na Galiza e Conímbriga.
   
Cnossos, estáter- 420 a.C..
Anv. Minotauro a correr para a direita.
Rev. Labirinto.

As civilizações gregas  e mais tarde as romanas, reproduziram-no um pouco por todo o lado.
Existe simultâneamente na Índia, na  América do Sul, e alguns países nórdicos, (mais de trezentos na Escandinávia).
Geralmente são labirintos com dez a vinte metros de diâmetro desenhados no chão com enormes blocos de pedra . A sua construção estende-se desde o primeiro milénio da nossa era até a alta idade-média.
Jogo, religião ou mágia; o labirinto apareceu mais tarde na iconografia cristã, e encontra-se com alguma frequência no pavimento de algumas catedrais.
Encontramo-lo também  em jardins dos séculos XVII e XVIII, onde o labirinto é por excelência iniciador e conduz ao ponto central que é o encontro.
A prova final onde o homem se encontra confrontado com o nada.

   Labirinto de Luzzanas (Sardenha)

 Labirinto de Micénas-Pilos
(Uma das mais antigas representações conhecidas.)
Museu Nacional arqueológico de Atenas.


  
    Minotauro no labirinto.
   Mosaico romano encontrado em Conímbriga.



MGeada


Bibliografia

Marie-Odile hartmann- Ariane contre le Minotaure; Editions Nathan 2004.
(Les Histoires Noirs de la Mythologie).
Paul de Saint-Hilaire-L’Univers Secret du Labyrinthe; Editions Alphée

segunda-feira, 25 de março de 2013

Introdução da  Imagem no Sistema
 Monetário do Mundo Grego Antigo

Giges da Lídia, 685-644 a.C.
A marca da autoridade real.

Quando por volta do ano 685 a.C., Giges primeiro rei da dinastia Mermada da Lídia  (Turquia moderna), para facilitar as transações comercias  fundiu pequenos pedaços  de electro (liga natural de ouro e prata) sem imagens, estava dado o primeiro passo para a invenção da moeda.
Todos mais ou menos com o mesmo peso, estas “pseudo-moedas” eram estampilhadas com uma marca que atestavam a  sua autenticidade: peso e pureza do metal. 
Pela sua facilidade a trasportar, guardar e sobretudo pelos novos orizontes que abriu ao comércio, esta invenção foi de imediato copiada e, em pouco espaço de tempo espalhou-se a todo o mundo conhecido da época.
 
 Electro


 Giges, electro, cerca de 685 a.C., 9,02 gr.
(Proto-moeda conhecida por glóbulo em electro)


Mas o verdadeiro inventor da moeda foi o seu trineto Aliates II, cerca de 600-560 a.C., que bateu a primeira moeda “um estáter”, também em electro com um prótoma (protomé) de  leão “emblema da Lídia” numa face. Na outra, a marca de autenticidade.
Mais tarde apareceram outros tipos: com  animais inteiros ou o seu prótoma.
O rosto humano em representação de divindades, também era uma possibilidade entre outras.

 Moedeiro
Este método “bater moeda”,
permaneceu até ao início do século XVII,
e foi substituído pelo “balancim ou balancé”

Prensa de balancim ou balancé.
O lavramento ou cunhagem mecânica em Portugal, teve início
no ano 1677, no reinado de D. Pedro Príncipe Regente.
(Temos deste rei moedas batidas a martelo e de cunhagem mecânica.)

Aliates  II, quarto rei da Lídia 

 Estáter em electro, 11,92 gr.
(prótoma de leão)

  1/3 estáter em electro, 4,60 gr.

 1/6 estáter em electro, 1,77 gr.

 1/12 estáter em electro, 0,92 gr.

Creso, quinto e último rei da Lídia terá nascido por volta do ano 596 a.C., e reinou por cerca de 560 a 547 a.C., iniciou durante o seu reinado a separação dos metais preciosos.
As suas moedas estáteres, familiarmente chamadas “creseidas”, passaram a ser em ouro ou prata pura com prótomas de animais, um  touro e um leão que se afrontam numa das faces.
Durante muito tempo esses animais que se faziam frente, foram identificados  com o ouro  e a prata que o rei mandou separar.

Creso, estáteres (ou creseidas) em electro

 Estáter, electro-8,07 gr.
Prótoma de leão

 Estáter, electro-8,11 gr.
Prótoma de cavalo

 Estáter, electro-8,09 gr.
Prótoma de carneiro

Creseidas

Ouro-10,11gr.  
Prótomas de leão e touro.

 Prata-8,17 gr.
Prótomas de leão e touro.

Ciro II o Grande, fundador do Império Persa (cerca de 558-528 a.C.), venceu Creso e tomou posse da Lídia.
Fiel à tradição que não se deve substituir uma moeda em que o povo tem confiança, Ciro adotou o sistema monetário, e continuou com a cunhagem das creseidas ditas “ligeiras”.

Creseidas ligeiras

 Estáter, ouro-8,05gr.

 1/6, estáter, ouro-1,34

 1/12, estáter, ouro-0,86

 Estáter, prata-5,35gr.

Mais tarde na Pérsia, Dário I criou o seu próprio tipo de moeda, o dárico. Uma representação do rei com os seus atributos, mas irreconhecível como pessoa.
Desde o início do reinado de Dário I (521-486 a.C.), até  Dário III (335-330 a.C.), ou seja durante quase dois séculos as moedas, dáricos em ouro e os siclos em prata, tiveram sempre o mesmo modelo mas com quatro variedades sucessivas.
Estilizados e sem legendas, são uma simples marca da autoridade real e por isso muito difícil  atribuí-los a um ou outro  rei.

  Dáricos 

 Dárico, ouro-8,31gr.
Rei a correr para a direita com arco e lança.

Siclos de prata

 Rei com arco e seta-5,41 gr.

 Rei com arco e lança- 5,43 gr.

 Rei com arco-5,52 gr.
 Rei com lança-5,57 gr.

Moedas Ocidentais
A marca da democracia

 No Ocidente (Grécia, Itália, Sicília), muitas cidades adotaram a  democracia.
O poder era exercido em nome do povo.
Nas moedas emitidas nessas cidades figura muitas vezes numa forma idealizada, a divindade tutelar ou fundadora da cidade.
Em Atenas, a cabeça da deusa Atena, ornamentou desde o fim do século VI, o anverso dos tetradracmas, muito fácies de identificar pelos seus atributos.
Atena com capacete no anverso e mocho no reverso.

  Tetradracmas áticos Atenas

 Tetradracma, 520-510 a.C., 15,12gr.

 Tetradracma, cerca de 470 a.C., 17,11gr. 

 Tetradracma, 200-150 a.C., 17,05gr. 

Outras representações constituem símbolos evidentes. Em Lentini (Sicília), além da biga no anverso, o reverso também apresenta muitas vezes  a cabeça de um leão e grãos de cevada.
Em Selinunte (Sicília) uma folha de salsa, ornamentou muitas vezes o anverso  e reverso até ao século IV a.C..

 Lentini – Tetradracma
Cerca de 475 a.C., 16,80gr.

 Selinunte – Didracma
Cerca de 475 a.C., 16,80gr.

Em todos os casos, estas representações impessoais simbolizam a continuidade da autoridade pública e não os sucessivos indivíduos que a constituem.
No fim do século VI, quando apareceram as legendas, é a abreviação do nome  do povo ou da cidade que figura nas moedas, como aconteceu em Atenas e Siracusa. 

  Sicília-Siracusa, tetradracmas

 Cerca de 500 a.C., 16,88gr. 
Anv. Biga à direita e legenda.
Rev. Suástica (cruz gamada) e cabeça da Ninfa Aretusa.
(Ninfa: divindade dos rios, dos bosques e dos montes).


A imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais, 
utilizada desde o período neolítico. Aproximadamente o décimo milênio a.C. .

 Cerca de 430 a.C., 17,10gr. 
Anv. Ninfa Aretusa à direita e quatro golfinhos.
Rev. Biga a passo à esquerda, e uma Vitória a coroar o auriga.

         Cerca de 430 a.C., 17,24gr. 
Anv. Ninfa Aretusa à direita, quatro golfinhos e legenda.
Rev. Biga a trote, e uma Vitória a coroar os cavalos.

  Encontro do Oriente com o Ocidente

É no fim do século V, no encontro com estes dois estilos que se situa o aparecimento do rosto humano nas moedas do mundo grego.
No Ocidente durante o decurso do século V, impôs-se um estilo derivado do modelo ateniense.
Uma das faces apresenta a cabeça idealizada de uma divindade, enquanto na outra figura uma composição. Os atributos da divindade com ou sem legenda, ou ainda uma cena da vida religiosa.

 Lucânia (Metaponte), estáter, cerca de 400-340 a.C.
Anv. Deméter, (Ceres dos romanos) à esquerda
Rev. Espiga de trigo e legenda.

O ideal democrático na Grécia, impedia toda a hierarquia de se fazer representar nas moedas emitidas em nome de uma comunidade, ainda que esta fosse dirigida por um tirano, como foi o caso em Agrigento, Siracusa e mais tarde em Atenas.
No Oriente, o estilo proveniente do modelo persa, oferece uma representação em pé e não individualizada do personagem investido do poder: rei, dinastia ou sátrapa.
Mesmo quando o Império Persa adotou a arte grega da representação do rosto humano, ele rejeitou a convenção de nunca associar na mesma moeda duas cabeças ou duas composições.
Pelo contrário, é muito frequente encontrar no anverso e reverso da mesma moeda, duas cabeças ou personagens em pé.

 Lesbos-Mitilene, 1/6 estáter, 377-326 a.C.
Anv. Apolo laureado à direita
Rev. Artemis (Diana dos romanos) à direta.

  Temístocles, 525-460 a.C.
Um ocidental refugiado no oriente

Acusado de traição e expatriado por dez anos, é este ateniense acolhido pelo rei persa Artaxerches I, que vai esboçar a combinação do estilo ocidental e oriental.
Tornado soberano da cidade oriental de Magnésio do Méandro, mandou cunhar uma pequena série de estáteres de prata, conformes com a tradição oriental.
No anverso: o deus Apolo em pé apoiado num ramo de loureiro. No reverso: uma ave de rapina. (Águia dita de Apolo com as asas abertas, e segundo um costume ocidental recente, uma legenda).
O nome de Tesmístocles aparece gravado ao redor de Apolo, enquanto no reverso as letras M A (Magnésio) aparecem à esquerda e direita da águia.
De notar que antes dos anos 460 a.C., são raros os reis que assinaram em grego as suas emissões monetárias.

 Temístocles, Estáter-460 a.C., 8,55gr.

Estas moedas constituem a primeira série real do mundo grego, e refletem a situação paradoxale de Temístocles, soberano oriental oriundo da democracia grega, onde a representação do (príncipe) é interdita.

  Sátrapas e dinastias

Na Lícia, (antiga região da Ásia Menor entre a Cária e a Panfília) por volta do ano 410 a.C., a dinastia oriental Kharai cunhou no reverso das suas moedas uma cabeça masculina com barba, barreto (frígio?), e por vezes com uma coroa de louro.
Os traços do rosto são suficientemente diferenciados para que se possa identificar o rei. Por trás, ou na frente da cabeça, podemos ler KHARAI em caracteres lícias.   
No entanto, o anverso dessas moedas representa igualmente a cabeça de Atena com capacete segundo o modelo oriental.
Se examinarmos com atenção os retratos da moeda aqui representada, apercebemo-nos que a cabeça e o nariz estão muito individualizados. Isto significa que estamos na presença de um personagem (rei), e de uma representação como era hábito nessa época no Oriente.

 Dinastia Kharai, cerca de 425-410 a.C., Estáter 8,11gr
Anv. Cabeça de Atena com capacete ateniense à esquerda.
Rev. Cabeça de dinástico  com barreto (frígio?) à direita, e legenda.

Durante o decurso do século IV a.C., o número de moedas com a efígie de sátrapas vai aumentando.
(Sátrapa: governador de uma província entre os antigos persas. A sua autoridade era quase ilimitada.)
Umas vezes com um verdadeiro retrato, segundo o recém estilo ocidental.
Outras  com a representação oriental.
Testemunho disso é o estáter aqui reproduzido do sátrapa Farnabaso (Císica-Mísia), 410 a.C., que em conformidade com o modelo característico da arte monetária grega,  mandou gravar o seu retrato com a tiara persa na cabeça, acompanhado da legenda  Farnabaso (em grego) no anverso.
No reverso: proa de navio, dois golfinhos, um atum e uma quimera.

 Farnabaso (Císica-Mísia)
Estáter-410 a.C., 12,82gr.

Trinta anos mais tarde, encontramos em Tarso (Cilícia), no reverso de um estáter a cabeça do mesmo Farnabaso, com a legenda aramaica Farnabaso Cilícia, que o permite diferenciar do sátrapa Datame seu sucessor em Tarso.
No anverso, a ninfa Aretusa com diadema.
Se o compararmos com o tetradracma de Siracusa aqui reproduzido, notamos perfeitamente que foi  copiado deste atelier.

 Tarso, Estáter 379-374 a.C., 10,74gr.  .
Anv. Ninfa Aretusa de frente com diadema.
Rev. Farnabaso com barba e capacete à direita.
Legenda. Farnabaso-Cilícia (em arameu).

 Tarso, Estáter 378-372 a.C., 10,72gr.
Anv. Ninfa Aretusa de frente com diadema.
Rev. Datame com barba e capacete à esquerda.
Legenda. Datame-Cilícia (em arameu).

Sicília (Siracusa), Tetradracma cerca de 413 a.C., 16,89gr.
Anv. Ninfa Aretusa com diadema  de frente e três golfinhos.
Anv. Quadriga a galope à esquerda,
uma Vitória a coroar o auriga, grão de trigo e legenda.


Alexandre III (O Grande)
Primeiras emissões.

Após as expedições balcânicas do ano 336, Alexandre emitiu uma primeira e breve emissão de moedas em seu nome.
Fiel à tradição grega e ao costume dinástico macedoniano, no anverso figura a cabeça de Zeus (Júpiter), que já ornamentava o anverso dos tetradracmas do seu pai Filipe II.
No reverso, os atributos do mesmo deus, a águia, o raio, e a legenda Alexandru.  

 Macedónia – Filipe II, 359-336 a.C.. 
Tetradracma – 14,46gr., cerca de 355-348.       
Anv. Zeus laureado à direita.
Rev. Filipe II a cavalo, e legenda.                    

                    Macedónia – Alexandre III, 336-323 a.C.                        
Tetradracma-14,37gr., cerca de 335 a.C..
Anv. Zeus laureado à direita. 
Rev. Águia sobre um raio, proa de navio e legenda.

No ano 333, após a derrota dos persas em Isso (Ásia Menor),  Alexandre emitiu a  segunda e principal emissão de moedas em seu nome.
Desta vez, Zeus do qual segundo uma lenda Alexandre seria  filho, figura no reverso sentado num trono com uma águia na mão direita, e cetro na mão esquerda. No campo: uma Vitória com uma coroa e legenda.
No anverso Hércules com a pele do leão  de Nemeia na cabeça.

 Alexandre III 336-323 a.C., Tetradracma-17,10gr.
cunhado em Tarso (Cilícia) entre 337 e 327.
  
Se acreditarmos nas lendas que dizem uma,  Alexandre ser descendente de Hércules.  Outra, filho de Zeus, estão reunidas todas as condições par justificar a  figura do herói no anverso das suas moedas.
A mítica luta com o leão de Nemeia, contribui à glória de Alexandre e justifica a presença da pele de leão.
Mas, acima de tudo a incontestável vitória na batalha de Isso contra os persas, marcou uma nova época na história do conquistador.
Daí sobre o plano monetário, o aparecimento de novos tipos inconfundíveis com os  do seu pai Filipe II, e reconhecidos pelas populações locais.
(As pretensões de Alexandre em ser o novo Hércules, não deixam dúvidas).
Estas novas moedas destinadas a ter um enorme sucesso em todo o mundo grego, (os dólares da época) tomaram familiarmente o nome de Alexandres, e a sua cunhagem prolongou-se em alguns países e cidades  até ao fim do primeiro século a.C..


Cunhagem póstuma

Alexandre faleceu na Babilónia no dia 13 de junho do ano 323 a.C..
A partir dos anos 315-310, o seu retrato assim como o seu nome apareceram nos primeiros tetradracmas cunhados por Ptolemeu I (general de Alexandre) , que se tornou sátrapa do Egito no ano 323 a.C..

 Alexandre III, Tetradracma póstumo cunhado em Mitilene
(hoje Lesbos) cerca do ano 295 a.C., 16,77gr.
Anv.. Hércules com a pele de leão.
Rev.. Zeus sentado no trono com uma águia na mão direita, um cetro
na esquerda, uma lira e legenda.

 Alexandre III, Tetradracma póstumo cunhado em Alexandria,
cerca de 311-315 a.C., 15,66gr.
Anv.. Hércules com escalpe de elefante.
Rev.. Atena com capacete ateniense, com uma lança na mão direita,
escudo na mão esquerda.
No campo uma águia, e legenda.

No anverso, a pele de leão atributo de Hércules, foi substituída pelo escalpo de elefante.
No Reverso de estilo Ptolemaico, ainda que seja atribuído a Alexandre, encontramos uma Atena  combatente e arcaica.
A pele de elefante copiada do modelo  com a  pele de leão, deu origem a um novo mito sobre Alexandre o conquistador da Índia.
Ela faz referência à vitória de Alexandre sobre o rei indiano Poro (ou Paurava) que foi vencido e preso à beira do Hidaspes (rio da Índia, atual Jelam), no ano 326 a.C..
Testemunho  desse acontecimento, é um raro tetradracma com o rei Poro montado num elefante.
No anverso, podemos ver à frente o seu escudeiro ou cornaca, e o rei atrás com a lança virada contra um cavaleiro com capacete trácio, que só pode ser Alexandre.
No reverso, Alexandre divinisado filho de Zeus em pé, com capacete trácio, a ser coroado por uma Vitória, um feixe de raios na mão direita, e o cetro de Zeus na esquerda .
Podemos notar que mais uma vez a habitual representação grega só com a cabeça, foi substituída por um personagem em pé segundo o costumo da arte oriental.

 Alexandre III, Tetradracma póstumo cunhado na Babilónia,
cerca de 323 a.C., 39,88gr.
Anv. O rei Poro montado num elefante, perseguido por Alexandre a cavalo.
Rev. Alexandre em pé com um raio na mão esquerda,
a ser coroado por uma Vitória

Por volta dos anos 300-315, Seleuco rei da Síria, assinou uma série de tetradracmas cunhados em Persépolis (nome grego de Parsa, antiga capital da Pérsia), nos quais reconhecemos Alexandre com um capacete ornamentado com chifres e orelhas de touro, e uma pele de pantera enrolada au pescoço.
Estamos na presença de uma alusão aos mitos Dionísos, porque o touro é uma das metamorfoses preferidas deste deus, e a pantera um dos seus animais preferidos.

 Seleuco, 312-281 a.C.
Tetradracma cunhado em Persépolis cerca de 300 a.C. 17,00gr.
Anv. Cabeça de Alexandre com capacete ornamentado com chifres,
orelhas de touro, e uma pele de pantera enrolada ao pescoço.
Rev. Uma Vitória a coroar um troféu e legenda.

(Persépolis: antiga capital do império Persa. A partir de 502, foi capital do Império Aquemênida. Atual Irão .)

Finalmente a última transfiguração e uma das mais belas representações de Alexandre divinizado, aparece nas moedas de Lisímaco rei da Trácia no início do século III aC..
A sua cabeça é ornamentada com os grandes chifres do carneiro de Ámon: um deus egípcio assimilado a Zeus,
(Supõe-se que é uma  referência ao oráculo de Ámon, que Alexandre visitou no ano 332).

 Lisímaco, 361-281 a.C.
Tetradracma cunhado na Mísia, cerca de 297-281 a.C., 16,95gr.
 Anv. Cabeça divinizada de Alexandre,
ornamentada com os chifres do carneiro Ámon.
Rev. Atena com capacete coríntio, lança, escudo,
uma Vitória alada na mão direita e legenda.

De todos os atributos que encontramos no anverso das moedas de Alexandre, é este o que melhor representa o nosso personagem.
Todos os outros, chifres de touro, capacetes decorados com chifres e orelhas de touro, escalpo de elefante, eram frequentes e, faziam parte dos diversos símbolos de que dispunham os reis helénicos para ornamentarem os  seus retratos.
Por conseguinte, ligitimavam o seu poder referindo-se ao próprio Alexandre.

Os Diádocos
  
Após a morte de Alexandre os Diádocos, “seus generais”  disputaram-se o império.
Este desmembrado na sequência dos acordos de Triparadisos no ano 321 a.C., ainda foi reconstituído após a batalha de Ipso (Frígia: atuale Turquia) no ano 301 a.C., e deu origem a vários reinos Helénicos, dos quais os pricipais são os reinos da Macedónia, da Síria e do Egito.
Como podemos notar nenhum soberano grego excepto os orientais Farnabaso e Datame, tinham sido representados numa moeda enquanto vivos. 
Este receio ou timidez de se autoproclamarem, ainda vai permanecer durante mais uma ou duas gerações, segundo as monarquias.


Macedónia

Por volta do ano 290 a.C., Demétrio I (Poliocerta) mandou cunhar uma moeda à medida da sua ambição.
Ele é representado com diadema, chifres de touro, e  foi o primeiro macedónio enquanto vivo a cunhar moeda com a sua efígie.

 Demétrio, 306-283,
Tetradracma cunhado em Anfípolis, cerca de 289 a.C., 17,14gr 
Anv. Demétrio com diadema e chifres à direita.
Rev. Posídon nu com um tridente, e legenda.


Síria

Os primeiros retratos em moedas dos dinastas sírios são póstumos.
Antíoco I (Sóter), mandou cunhar algumas moedas na qual figuram belos retratos do seu pai Seleuco I (Nicator), com diadema e chifres.
Filetero rei de Pérgamo, também cunhou tetradracmas a representar Seleuco mas, só com um diadema como atributo.
Foi  durante o reinado de Antíoco II que o retrato do rei em exercício apareceu nas moedas.

     Antíoco I, 279-261 a.C.,
Tetradracma cunhado em Sardes (Lídia) , cerca de 279 a.C, 17,09 gr.
Anv. Seleuco com diadema e chifres à direita.
Rev. Apolo nu sentado no onfalos com um arco
na mão esquerda, uma seta na direita, cavalo, e legenda.

(Onfalos: é normalmente representado por uma pedra, que pode ou não ser trabalhada, junto da qual se praticavam diversas cerimónias  religiosas.)

 Filetero 283-263 a.C. Tetradracma cunhado na Mísia,
cerca de 274-264 a.C. 16,77gr.
Anv. Filetero ou Seleuco com diadema à direita.
Rev. Atena sentada com a mão apoiada num escudo, e legenda.


Egito

Ptolemeu I que tinha emitido os seus próprios tipos de moeda com “Alexandre” após a batalha de Ipso, também se representou-se ele próprio até à sua morte em 285.
Deificado enquanto vivo, ele aparece como portador da égide, (Broquel de Palas, aquilo que protege a égide das leis).
O seu retrato tornou-se o emblema da dinastia em todas as moedas correntes de prata, enquanto os seus sucessores se fizeram representar muitas vezes em moedas cunhadas em ouro.

 Ptolemeu I, Sátrapa do Egito de 323 a 305, rei de 305-285 a.C..
Tetradracma  cunhado em Alexandria, cerca de 300-283 a.C., 14,40gr. 
Anv. Ptolemeu com diadema à direita e a égide à volta do pescoço
Rev. Águia sobre  um feixo de raios e legenda.

Assim se foi estabelecendo a tradição helenística da efígie real para tentar assegurar a continuidade muito contestada das dinastias.
Foi o caso da dinastia Selêucida na Síria, rica em despotas, ursupadores, crianças supostas com sangue real e  depois assssinadas.
O todo poderoso Antíoco IV, 175-164 a.C., ainda foi mais longe. Impôs os traços do seu rosto aos deuses Apolo e Zeus.

 Antíoco IV, Tetradracma cunhado em Antioquia,
cerca de 170 a.C., 16,29gr.
Anv. Antíoco com uma fita na cabeça à direita.
Rev. Zeus sentado com uma Vitória na mão direita,
o cetro na esquerda e legenda.

 Antíoco IV, Tetradracma cunhado em Antioquia,
cerca de 170 a.C., 17,73gr.
Anv. Zeus, (sob os traços de Antíoco) laureado à direita.
Rev. Zeus sentado a ser coroado por uma Vitória,
cetro na mão esquerda e legenda.


 Antíoco IV, Tetradracma cunhado em Antioquia
cerca de 170 a.C., 15,78gr.
Anv. Apolo (sob os traços de Antíoco), laureado à direita
Rev. Apolo em pé à direita com uma lira, uma coroa e legenda.

Do infeliz Antíoco VI, filho de ursupador e colocado no trono com sete anos de idade por outro ursupador, que três anos depois o mandou assasinar, subsiste a recordação  monetária de uma criança com uma coroa radiada, tal como  Hélios o Deus Sol.

 Antíoco VI, 145-142 a.C., Tetradracma cunhado em  Antioquia,
cerca de 144 a.C., 15,66 gr.
Anv. Antíoco VI, com coroa radiada à direita.
Rev. Os dioscuros Castor e Pólux a cavalo à esquerda e legenda.

Foi igualmente o caso na remota dinastia grega Báctria ou Bactriana (região do altual Afeganistão) fundada sobre uma ursupação.
Os seus  reis teriam continuado a ser desconhecidos sem o testemunho inalterado das moedas.
Exemplo: existe um magnífico tetradracma de Eucrátides, que terá vivido e governado por cerca de 150 a.C..
Tudo o que se sabe sobre ele, resume-se às suas escassas moedas.

Bactriana, Tetradracma, cerca de 150 a.C., 16,84gr.  
Anv. Eucrátides I com capacete ornamentado
com uma trança, à direita.
Rev. Os dioscuros Castor e Pólux
galopando à direita e legenda.

Algumas dinastias não gregas, também adotaram estas marcas de civilização: língua e arte grega.
Citamos o exemplo dos reis da Capadócia da qual encontrámos uma moeda que poderá ser do rei Ariarate III, 230-220 a.C..

 Capadócia, Tetradracma cerca de 230 a.C., 16,18gr. 
Anv. Ariarate III?- com diadema à direita.
Rev. Atena sentada com uma Vitória na mão direita,
lança, escudo, coruja e legenda.
  
Para além do estabelecimento desta tradição: retrato, próprio a um regime monárquico ou imperial, a tradição especificamente grega da ocupação do campo da moeda, com uma cabeça no anverso; uma cena, atributos, ou símbolos, e legenda no reverso, vai dominar as práticas monetárias até aos nossos dias.
Imperial, Monárquica ou Republicana, a cunhagem das moedas continua baseada nos modelos antigos lançados por Termístocles e generalizados por Alexandre e as Dinastias Helénicas.


Nota: É sempre muito difícil escrever alguma coisa sobre fatos que aconteceram nesta época.
Nas diversas obras que consultei e internet, datas e fatos divergem.
Optei pelo que me pareceu mais verosímil.
Quem efectua pesquisas sobre este ou outros assuntos antigos, sabe o quanto é difícil optar por um ou outro fato ou data. Desculpem algum eventual erro.

MGeada

Bibliografia
Courrier de L’unesco : Les Mistères de la Monnaie, Janeiro 1990.
G.K: Jenkins – Monnaies Grecques, 1992.
Ph.: Grierson – Monnaies et Monnayage, Aubier, Paris, 1976.
Rivoire: Jean – Histoire de la Monnaie, Presses Universitaires de France, Paris 1985.
Vigne: Jean Bruno – La Vie des Monnais Grecques, J. D. Editions, Paris 1998.
Dominique Gerin, Catherine Grandjean, Michel Amandry, François de Callatay – La Monnaie Grecque-Ellipses Édition Marketing S.A., Paris 2001.
Blanchet: A.- Les Monnaies Grecques, Paris 1894.
Jean Elsen & ses fils S.A., Catálogo do leilão n° 94, dezembro 2007