sexta-feira, 29 de maio de 2015

Referências bíblicas

A César o que é de César.

O evangelho segundo São Mateus, conta a história dos fariseus que perguntaram a Jesus se era legítimo ou não pagar um imposto a César.
Jesus pediu-lhes para lhe mostrarem um denário.
Quando lhe apresentaram a moeda perguntou-lhes; de quem é esta efígie e a legenda?
Eles responderam de César.
Então dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus,
A moeda em questão, era um denário de prata do imperador Tibério que nessa época governava Roma.

Esta frase que apareceu como resposta à questão se seria justo um judeu pagar um imposto a César, deu origem a muitas interpretações.

Tibério- Denário cunhado em Roma 14-37
Anv. Tibério laureado à direita,
TI CAESAR DIVI AVG F AVGVSTVS
Rev. Lívia sentada à direita, com uma lança invertida na mão direita, e um ramo na esquerda
PONTIF MAXIM
(Ref. RIC-30v, CBN-21, Giard-148)
(Durante o império romano “CAESAR”(César )era um título imperial, e quando alguém se dirigia ao imperador, tratava-o por César).

O óbolo da viúva é outra referência bíblica que encontramos no evangelho segundo São Marcos.

Levantando os olhos ele viu os ricos que metiam as suas ofertas no tesouro e, viu também  uma viúva que vivia com muita dificuldade, que meteu uma ou duas moedas pequenas e disse: em verdade vos digo, esta mulher que é pobre meteu mais que eles todos.

Eles meteram nas ofertas o que lhes sobrava, e ela meteu tudo o que tinha para viver.
O óbolo era a moeda mais pequena que circulava na Terra Santa na época de Jesus Cristo.
Nessa ocasião as moedas pequenas que circulavam eram de latão, e só as moedas judaicas eram recolhidas no templo.

Judeia-Copônio
Primeiro procurador da Judeia,  (reinado de Augusto).
Óbolo cunhado em Cesareia, em  6-9
Anv. Espiga de cevada e KAICAPOC (de César).
Rev. Palmeira- L ɅL
(Ref. Hendin 1328)

 Entre os hebreus o óbolo era chamado de gera, ou gerah, e equivalia à vigésima parte do shekel (siclo) pesando cerca de 0,5grs.

MGeada

Bibliografia
Jornal de Alcains; ano III, n.30 - Janeiro de 1992; artigo de Manuel Félix Geada Sousa
http://www.fredericweber.com/cotations_titus.htm

sábado, 25 de abril de 2015


A moeda nasce nas árvores !!!
(Os grãos de Quetzacóatl)

Raro para ser desejado, apenas abundante para não faltar, portador de atributos mágicos, o cacau é a moeda de prestígio da América Pré-Colombiana.

A moeda nasce nas árvores, notaram admirados os cronistas espanhois quando chegaram ao México, seguindo os passos dos conquistadores, eles acabavam de se aperceber que os grãos de cacau serviam de numerário.
 
Havia nessa ocasião duas grandes regiões produtoras de cacau. Chontalpa e Soconusco no México, e a bacia do Ulúa (Ulhoa no Honduras) .
A produção e a circulação dos preciosos grãos, assim como a sua consumição era rigorosamente controlada pelos nobres e comerciantes do México e do Iucatão.

O pouco rendimento e as dificuldades de transporte, faziam do cacau uma mercadoria rara e por conseguinte de muito valor.


Quando não podiam levar os seus produtos por via navegável, e por não possuírem veículos a tração animal, tinham recurso a pochtecas (carregadores índios) equipados dum mecapal para transportar as mercadorias.

Moeda primitiva, o cacau não podia exercer as funções de um instrumento monetário.
Servia como um dos principais intermediários de trocas, mas como valor os Astecas e os Maias utilizavam uma peça de estofo de algodão, o “quachtli”.

Quachtli

No Iucatão o quachtli equivalia a 450 horas de trabalho, e valia mais ou menos 100 grãos de cacau.
Podemos afirmar à certeza que o valor da maioria dos bens em circulação podia ser definida em cacau, mas, também era apreciado em peças de estofo a valor constante.

A usagem monetária dos grãos de  cacau impôs-se, porque ao contrário da peça de estofo estes podiam ser fracionados.

Os antigos mexicanos preparavam com o cacau uma bebida ritual “amarga”, exclusivamente reservada aos nobres e guerreiros; o “xocoati ”.

Este privilégio reforçava o poder da nobreza, porque se atribuía ao chocolate poderes mágicos; era o alimento dos deuses.
Esta bebida composta com grãos de cacau torrado e moído misturado com água e especiarias, era muito diferente do delicioso chocolate que hoje bebemos.

Talvez se assimilasse o xocoati com o sangue dos sacrifícios humanos oferecidos aos deuses, nomeadamente à extração do coração das vítimas imoladas em louvor de Quetzalcoatl nas cidades toltecas do Iucatão e do vale do México.
(Toltecas: povo pré-colombiano mesoamericano que dominaram grande parte do México central entre os séculos X e XII).


Sacrifício humano-extração do coração

Quetzacóatl

(Quetzalcóatl era o deus mais endeusado da cultura asteca.
Considerado como aquele que mandou plantar cacaueiros na terra e em honra do qual se preparava o xocoati, este deus prometeu regressar um dia para salvar o seu povo.
Por um concurso de circunstâncias Herman Cortes foi considerado como tal).

Segundo a mitologia mexicana, Quetzacóatl (o jardineiro do paraíso) iniciou o homem à cultura do cacau na época em que vivia em Tula.
Quando partiu para o litoral, enterrou as moedas de então, conchas penas e pedras preciosas e o cacau seria então investido dos  atributos mágicos do deus que lhe tinha dado curso.

Os astecas foram os últimos senhores  do Vale do México.
Este próspero Império que estendia a sua dominação sobre todos os povos que  se tinham disputado o controlo do vale, devia o seu progresso aos tributos pagos pelas trinta e cinco províncias; entre elas Soconusco, que segundo o Códice Mendonza, pagava 400 dos 900 encargos requisitados pelo Estado.         

Armazenado em celeiros, os grãos eram em seguida encaminhados para os templos e casernas, centros do poder imperial do Tenochtitlán e das cidades aliadas que, segundo os cronistas eram grandes consumidoras de chocolate.
(Tenochtitlán: Capital do Império Asteca durante o período Pós-Clássico da Mesoamérica, localizava-se onde atualmente é a  cidade do México)
  
Utilização do cacau na civilização maia
  
Ao contrário dos Astecas, na civilização Maia as elites políticas e mercantes coabitavam; por isso o cacau entrava na vida social pelo comércio e não como tributo.

Em contrapartida  o valor do cacau em circulação era equivalente ao do quachtli; grãos de cacau e peças de algodão serviam de estalão de valor para todas as mercadorias, incluindo algumas terras produtoras de outros bens comerciais.


Da  necessidade  de  se apoderar da mão de obra  na comunidade campesina nasceu a escravidão. Vendiam-se e compravam-se homens com grãos de  cacau.
Por cem grãos de primeira qualidade adquiria-se um escravo, por dez um coelho.

Segundo Diego de Landa que escreveu a crónica dos maias do Iucatão, estes eram extremamente propensos ao comércio, e encaminham o sal, vestuário e escravos, para as terras de Ulúa e de Tabasco, para trocarem com estes povos por cacau e colares de pedras, que a estes serviam de moeda, e  que lhes iria permitir  comprar mais escravos e outras pedras mais preciosas.

A produção do cacau acrescida graças aos escravos maias e talvez mesmo alguns astecas, favorizou a sua circulação nas classes inferiores, mas sempre sob o controlo da aristocracia.

Diversas crónicas coloniais e etnográficas, confirmam que o cacau servia de oferenda e presente, aquando dos ritos de algumas cerimónias; exemplo casamentos e funerais.

Qual era a sua função na acumulação da riqueza?

Os grãos de cacau tinham que ser consumidos num período de tempo inferior a um ano.
Maias e astecas, adoptaram para este inconveniente, um comportamento diferente imposto geralmente pela classe social.

No vale do México, os comerciantes para não ofender o imperador, tinham que se mostrar muito discretos.
Segundo o  crónista Bernardino de Sahagum,  vestiam-se modestamente, mesmo à pobre.

Quanto aos mercadores pochteques (com grande poder económico e político) a vaidade da nobreza obrigava-os a desfazer-se de grandes quantidades de cacau, fazendo grandes ofertas aos templos e outros dons.

No México, o cacau era um objecto de prestígio, e simbolizava a posição social.
Em Itzá (Iucatão), a riqueza (graças ao cacau), era ostentada pelos ricos senhores produtores que possuíam muitos escravos e palácios ricamente decorados.
Em Tulum, a sua cultura também era incentivada, porque o benefício podia ser investido em culturas comerciais e na aquisição de mão de obra cativa.

Isso explica sem dúvida a razão porque os espanhois conservaram a usagem monetária do cacau no Iucatão, substituindo o real e o estofo de algodão como estalão de valor, mas sempre em relação com as flutuações da produção do cacau.


Estes  preciosos grãos, ainda eram utilizados no século XIX para pagar aos assalariados do Iucatão e outras regiões  da América Central.

Sobre este assunto em 1842, John L. Stephens (viajante americano) escreveu.
Observei que os índios utilizavam os grãos de cacau como moeda.
No Iucatão não existem moedas de cobre nem valores inferiores ao meio real.
Os salários dos índios são mínimos, mas  os bens que eles podem obter com os grãos são indispensáveis no quotidiano; por isso os grãos de cacau são geralmente utilizados como moeda.




Após a colonização do México, o cacau foi exportado para o continente, onde misturado com leite, teve sucesso imediato

Na Europa, foi principalmente entre as elites que o cacau começou a ser consumido não só como bebida, mas também em confeitarias, enquanto no México o seu uso generalizou-se rapidamente a toda a população. 

Na colónia espanhola, as elites sociais consumiam a bebida mestiça, quente e doce, enquanto o povo continuou a beber segundo o uso pré-hispânico. 
Como moeda, a sua utilização no mercado pelos nativos ainda durou muitos anos.

Esta deliciosa  bebida rapidamente despertou a suspeita da igreja.
A vigilância da autoridade eclesiástica foi tanto maior, porque o chocolate era conhecido por ser afrodisíaco.

MGeada

Bibliografia

Riviero P.P. : Les graines de Quetzalcóatl, Le courrier de L’Unesco, Janeiro 1990, vol.43, pag.16-19.
Du cacao au nuevo peso : La numismatique mexicaine, catalogue de l’exposition, Bruxeles, Banque national de Belgique.
Bourgaux A. : Quatre siècles de l’histoire du cacao et du cocolat, Bruxelas, Office international du cacao e du chocolat, 1935.


sábado, 28 de março de 2015


Penteados de imperatrizes,
           Co-imperatrizes,
                      Nobres e Matronas romanas. 


Todos tivemos oportunidade de ver fotos ou admirar em museus estátuas representando  mulheres, mas temos de admitir que não prestamos necessáriamente atenção aos seus penteados.
Nesta matéria as romanas tiveram uma imaginação fantástica com diferentes estilos de penteados que evoluiram ao longo do tempo.

Durante o período republicano, os penteados das mulheres romanas são simples e bastante próximos dos gregos,  os cabelos são separados por um risco ao meio e atados na nuca em forma de carrapito.

No entanto no início do Império a forma do penteado tornou-se um sinal que determinava  a posição da classe social da mulher : a romana começou a frequentar o salão do cabeleireiro e as mais abastadas compravam escravas para as pentear (geralmente três), que eram castigadas se as magoassem ao pentear, ou por um caracol mal fixado.
Júlia, filha do imperador Augusto castigou severamente uma “ornatrix” por esta a ter magoado ao penteá-la.

Naquela época a moda eram as tranças, mas a morfologia do rosto requer algumas variações.
Ovídeo que se interessou a esta questão explica que para um rosto comprido ou alongado, é essencial um risco ao meio, com o cabelo emoldurando o rosto, enquanto num rosto redondo, fica bem um carrapito para descobrir as maçãs do rosto e orelhas.

O penteado das noivas guardou durante muito tempo o vestígio desta moda.
No dia do casamento a noiva era penteada segundo um rito particular: os cabelos eram divididos em seis tranças, que eram fixadas em redor da cabeça com tiras de lã e ganchos.
O conjunto era encimado com uma coroa de flores, coberta por um véu amarelo. 

Com a evolução do Império para mais luxo e perfeição,  o penteado tornou-se mais ostentoso e aperfeiçoado, as romanas adotaram penteados mais complexos ao ponto que Juvenal descreve-os como verdadeiras obras primas de arquitetura.

Sob a dinastia Flaviana ou Flávia, a mulher romana optou pelo cabelo frisado com caracóis grandes na cabeça, enquanto o resto do cabelo forma um carrapito na nuca.

Júlia Titi, filha do imperador Tito, lançou a tendência com o seu célebre penteado em diadema  constituído por caracóis que se sobrepõem.
O penteado com três andares também entusiasmou a mulher romana, mas muito complexo de realizar: os caracóis são substituídos por tranças.

Sob a dinastia Nerva-Antonina as mulheres maduras preferem as tranças onduladas que contornam a nuca e voltam à fronte.

A época dos Severos, marca o regresso dos caracóis mas desta vez dirigidos orizontalmente. Finalmente na segunda metade do século II, as mulheres voltam às tranças que se reunem num amplo carrapito trançado, por vezes no cimo da cabeça.

Outra grande inovação foi o cabelo grande :  a nobreza romana  começou a apreciar as perucas.
Objeto de luxo muito cobiçado,  elas são importadas em todo o Império e cofeccionadas com cabelos loiros ou ruivos dos bárbaros do norte, ou cabelos pretos vindos da Índia.

Os corantes são comuns : exemplo, uma mistura de henna e ervas para obter uma cor castanho , castanho-avermelhado, baio ou laranja (dependendo da cor natural do cabelo), ou flores de açafrão para o loiro.
(Henna : a planta ou corante dela extraído).

O preto e o cinzento (cinza) são igualmente muito apreciados: as cores amarelo e azul, são reservadas às cortesãs.
Para ondular o cabelo utilisavam um calamistro (antigo instrumento de frisar o cabelo) que aqueciam na cinza.

As mulheres ornamentavam esses penteados com diademas incrustados de pedras preciosas, alfinetes de ouro ( para as mais abastadas) , pentes de osso ou marfim, fitas, ou até pequenos frascos com perfume e “mesmo veneno”, (tudo depêndia do objetivo do encontro previsto !)

Sob o Baixo Império a influência bizantina notou-se, e para segurar os cabelos utilizavam uma fita incrustada de pérolas.
Esta moda flutuante teve uma influência direta sobre a arte : para seguir as últimas tendências, os escultores inventaram perucas de marmore  amovíveis, trabalhadas independentemente do resto da estátua, que se podiam mudar para seguir as inovações do cabelo !

Fúlvia



Fúlvia, 79 a.C.- 40 d.C.
(Foi uma matrona romana conhecida pelas suas atividades conspiratórias e ambição política, invulgares numa época em que as mulheres viviam em casa segundo os princípios de virtude e modéstia romana.
Viúva de  Publius Clodius Pulche e de Gaius, ficou mais conhecida na história devido ao seu terceiro casamento com Marco António.
Fúlvia foi a primeira figura feminina não mitológica a ser representada em moedas romanas)

Otávia a Jovem

Otávia a Jovem (em latim,Menor), 69 a.C.-11/10 d.C.
(Sobrinha-neta de Júlio César, irmã de Augusto, esposa de Marco António).

Lívia Drusa




Lívia Drusa (ou Drusila), 58 a.C.-29 d.C.
(Primeira imperatriz-consorte romana, e terceira esposa de Augusto, reinou de 27 a.C. a 14 d.C.).

Antónia a Jovem


Antónia a Jovem (Menor), 36 a.C.-37 d.C.
(Esposa de Druso).

Milônia Cesônia
Milônia Cesônia, 6 a.C.-41d.C.
(Imperatriz-consorte-romana, quarta esposa do imperador Calígula reinou de 40 a 41).

Agripina Maior
  
Agripina Maior (dita a Velha), 14 a.C.- 33 d.C.
(Esposa de Germânico, era uma das matronas mais populares no início do Império romano).

Agripina a jovem


Agripina a jovem (em latimMenor), 15 ou 16 dC.-59 d.C..
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Cláudio I, e uma das mulheres mais poderosas da dinastia Júlio-Claudiana, reinou de 49 a 54).

Lívia Orestila
Lívia Orestila, (ou Cornélia Orestila), N.?-F?, (reinou no ano 38).
(Imperatriz-consorte romana, e segunda esposa de Calígula).

Valéria Messalina

Valéria Messalina, 25-48
(Mais conhecida por Messalina, imperatriz-consorte romana, terceira esposa de Cláudio, reinou de 41 a 48).
O seu procedimente escandaloso e libertinagem sem limites, causou a sua queda).

Popeia Sabina

Popeia Sabina (ou Popeia Sabina a Jovem), 30-65
(Imperatriz-consorte romana, segunda esposa de Nero, reinou de 62 a 65).

Estatília Messalina

Estatília Messalina, cerca de 35- 68
(Imperatriz –consorte romana, terceira esposa de Nero , reinou de 66 a 68).

Cláudia Otávia
Cláudia Otávia, 40-62
(Imperatriz-consorte romana, primeira esposa de Nero, reinou de 64 a 82).

Marciana


Marciana, 48-112
(Nobre romana do século I irmã do imperador Trajano).

Matídia
Matídia, 68-119
(Mãe de Sabina a futura esposa de Adriano, recebeu o título de Augusta entre 112 e 114).

Estatília Messalina
Estatília Messalina, 35-68
(Esposa do cônsul Marco Júlio Vestino, por volta do 65, tornou-se amante do imperador Nero e depois da morte da sua segunda esposa Popeia, Vestino foi forçado a suicidar-se para que o imperador pudesse casar com Messalina. Reinou de 66 a 68).

Domícia Longina
Domícia Longina, 53-130  
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Domiciano reinou de 81 a 96).

Júlia Titi


Júlia Titi (ou Júlia Flávia), 64-91
(Filha única do imperador Tito e Márcia Furnila, ainda jovem o seu pai ofereceu-a em casamento ao seu tio Domiciano que recusou por estar apaixonado por Domícia Longina.
Júlia acabaria por casar com o seu primo paterno Tito Flávio Sabino).

Flávia Domitila
Flávia Domitila ?-?, século I
(Considerada santa pela igreja catolica, foi uma nobre romana, esposa do governador romano Flávio Clemente).

Plotina
  
Plotina, N.?-122  
(Imperatiz-consorte romana, esposa do imperador Trajano, reinou de 98 a 117.
Ficou famosa por seu interesse em filosofia, por sua virtude, dignidade e simplicidade).

Sabina


Sabina, cerca de 80-136/137           
(Imperatriz-consorte romana, esposa e prima do imperador  Hadriano, reinou de 117 a 136/7).

Faustina Maior

Faustina Maior (ou Faustina  a Velha), cerca de 100-140
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Antonino Pio, reinou de 138 a 140.
Faustina era muito respeitada e renomada pela sua beleza e sabedoria).

Faustina a Jovem

Faustina a Jovem (ou Faustina Menor)  125/130-175
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Marco Aurélio, reinou de 161 A 175.
Embora as fontes romanas geralmente apresentem uma visão negativa sobre ela ; Faustina era tida em alta estima pela soldadesca e pelo marido, sendo deificada depois de morta).

Lucila


Lucila, 148-182
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Lúcio Vero, reinou de 164 a 169.
Em 161, quando ela tinha 13 anos, os seus pais arranjaram o seu casamento com Lúcio Vero co-imperador do seu pai, dezoito anos mais velho que ela. Casaram três anos depois em Efeso e Lucila recebeu o título de Augusta).

Mânlia Escantila

Mânlia Escantila, 153-193  reinado março a junho de 193
(Imperatriz –consorte romana , esposa de Dídio Juliano, reinou de março a junho de 193.

Dídia Clara 

Dídia Clara, ?-?
(Filha de Mânlia Escantila e do senador  Dídio Juliano, em 193 casou com Sextus Cornelius Repentius que por volta do ano 188 foi governador romano na Lusitânia, e em 193 era perfeito de Roma)

Crispina


Crispina, 164-191
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Comodo, reinou de 178 a 182.
Casaram no ano 178, quando Crispina contava então dezesseis anos).

Júlia Mesa
 





  
Júlia Mesa, cerca de 165- 224
(Imperatriz  de 170 a 224, membro da Dinastia Severa  e uma das mais poderosas mulhers da corte romana em seu tempo.
Casou com Julius Avitus, um notável duma família equestre, é mãe de Júlia Soemia e Júlia Mamea).

Júlia Domna


Júlia Domna 170-217   reinado193/4-211
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Septímio Severo, reinou de de 193/4 a 211.
Irmã de Júlia Mesa, pelo seu longo reinado e posição social na corte romana, foi uma mulher poderosa na história do império.

Júlia Soémia
 

Júlia Soémia cerca de 180-222
(Grande personagem do Império Romano, mãe e tia de imperadores, teve um papel importante durante a minoridade do seu filho, imperador Heliógabalo).

Júlia Mamea

Júlia Mamea 180-235
(Segunda filha de Júlia Mesa , tal como sua mãe, foi uma poderosa matrona romana).

Flávia Ticiana 

Flávia Ticiana 135-193
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Pertinax, reinou de janeiro a março de 193(o ano dos cinco imperadores)).

Fúlvia Plaucila
   



Fúlvia Plaucila, entre 185/9-212
(Imperatriz-consorte romana esposa de Cacacala (seu primo), reinou de 202 a 205.
Este casamento infeliz, (Caracala desprezava a sua esposa) planeado e forçado por seu pai, ocorreu numa luxuosa cerimónia em abril de 202.

Júlia Paula



Júlia Paula-?-?
(Imperatriz-consorte romana, primeira esposa de Heliogábalo, reinou de 219 a 220).

Júlia Aquília Severa




Júlia Aquília Severa. ?-?        
(Imperatriz-consorte romana, segunda e quarta esposa de Heliógabalo, reinou de 220 a 221.
Severa era uma Virgem Vestale e, como tal, o seu casamento com Heliogábalo em 220, provocou enorme controvérsia).

Ania Faustina


Ania Faustina, 201-222
(Imperatriz consorte-romana, terceira esposa de Heliogábalo, reinou por um breve período no mês de julho 221. Era uma nobre de origem anatólica, e quase não é mencionada nas fontes antigas).

Salústia Orbiana


Salústia Orbiana (também conhecida por Barbia Orbiana, ou somente Orbiana) 209-227
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Alexandro Severo reinou de 225/226 a 227.
Conhecida pela sua beleza, representada em inúmeras obras de arte, depois da execução do seu pai foi exilada para a África após dois anos de reinado)  

Cecília Paulina

Cecília Paulina, ?-235/236
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Maximo Trácio, reinou de março 235 a 236 ?. Pouco se conhece sobre a vida de Cecília, pois os autores antigos quase nunca a citam pelo seu nome. Maximo Trácio (seu esposo) nunca esteve em Roma, e é provavel que ela também não, pelo menos no período que esteve casada com ele)

Tranquilina



Tranquilina-225-244
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Gordiano III, reinou de 241 a 244).

Marcia Octacília Severa

Marcia Octacília Severa, (ou apenas Octacília Severa)?-após 249 
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Filipe o Árabe, reinou de 244 a 249).
Pouco se sabe sobre Octacilia antes do seu casamentoco Filipe, que servia na guarda pretoriana do imperador Alexandre Severo em 234).

Herênia Estruscila


Herênia Estruscila, ?-251
(Imperatriz-consorte romana esposa do imperador Décio, reinou de 249 a 251.
Tal como a maioria das imperatrizes do século III, quase não se sabe nada sobre ela.
É provavel que seja oriunda de família senatorial).

Mariniana



Mariniana, ? - ?
(Esposa do imperador Valeriano que reinou de 253 a 260.
É provável que Mariniana nunca tenha sido imperatriz por ter falecido antes do esposo assumir o trono. 
Deificada, diversas moedas com a legenda DIVAE MARINIANAE datam do início do reinado de Valeriano).

Cornélia Supera
Cornélia Supera, ?-?
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Emiliano, reinou de agosto a outubro de 253.
Nada se sabe sobre, além do que se pode inferir pelas evidências numismáticas(extremamente raras). O seu nome completo é Caia Cornélia Supera).  

Sulpicia Driantila
Sulpicia Driantila, ?- ?, faleceu provavelmente com o marido em 260.
(Esposa de Regaliano, ursupador romano contra Galieno, Regaliano atribuiu-lhe o título de Augusta para legitimar a sua reivindicação.
Praticamente nada se sabe sobre ela, exceto que era filha de Claudia Amiana Driantila e do senador Sulplício Pólio).

Cornélia Salonina
  

Cornélia Salonina, ou apenas Salonina, ?-
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Galieno, reinou de 253 a 268).

Úlpia Severina




Úlpia Severina, (ou Severina), ?-275
(Imperatriz-consorte romana, esposa de Aureliano reinou de 270 a 275.
Segundo alguns historiadores, Severina terá assumido o governo do império após a morte do seu esposo, o que fez dela a única mulher a ter governado todo o império sozinha).

Magnia Urbica

Magnia Urbica, ?-?    reinado 283/285
(Imperatriz-consorte romana esposa do imperador Carino, reinou de 283 a 285.
O seu casamento ocorreu antes da ascenção ao trono de Carino, e provavelmente aquando da sua primeira viagem a Roma)

Flávia Maximiana Teodora


   

Flávia Maximiana Teodora, cerca de 275-306
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Constâncio Cloro, reinou de 305 a 306. 
Em 293, Teodósia casou com Flávio Valério Jullius Constantius, (conhecido posteriormente como Constâncio Cloro) depois de este ter divorciado da sua primeira esposa.

Teodora é geralmente considerada pelas fontes antigas como sendo uma enteada de Maximiano, o que levou a teorias como as de Otto Seeck e Ernest Stein de que ela teria nascido de um casamento anterior da esposa do imperador Maximiano “Eutrópia”, com Afrânio Hanibaliano, do qual ela teria divorciado antes de 238).

Galéria Valéria








Galéria Valéria ?-315                
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Galério, reinou de 305 a 311.
Após a morte do seu esposo em 311, Galéria recebeu uma proposta de casamento do novo imperador Maximino Daia.
A imperatriz não aceitou por vários motivos : entre eles por ainda se encontrar de luto por Galério e sobretudo por Maximino ser filho adotivo de Galério).

Fausta Flávia Maxima




Fausta Flávia Maxima, 289-326
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Constantino I, reinou de 307 a 326.
Para selar a aliança entre eles pelo controlo da Tetrarquia,  Maximiano (pai da Fausta) obrou para que o co-imperador Constantino se afastasse da sua primeira esposa para o casar com a filha).

Flávia Júlia Constância
Flávia Júlia Constância, 290-cerca de 330      
(Imperatriz-consorte romana, terceira esposa do imperador Licínio, reinou de 313 a 324.
No ano 313, quando se encontravam em Mediolano, o imperador Constantino que era meio-irmão pelo lado paterno de Constância, deu-a em casamento ao seu co-imperador Licínio).

Helena Constância







Helena Constância, ?-360
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Juliano reinou em 360).

Élia Flávia Flácila
Élia Flávia Flácila, ?-386
(Imperatriz-consorte romana do oriente , esposa do imperador Teodósio I, reinou de 378 a 385.
Fervosa defensora do credo niceno, Sozomeno relata que ela teria evitado um encontro entre Teodósio e Eunômio de Cízico, o principal lider do anomoeanismo, uma das mais radicais seitas arianas)
Élia Eudóxia


Élia Eudóxia, ?-404
(Imperatriz-consorte romana do oriente, esposa do imperador Arcádio, reinou de 395 a 394).

Élia Pulquéria

Élia Pulquéria, ?-453
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Marciano, reinou de 450 a 453.
Conhecida por ter sido muito poderosa durante o reinado do irmão “imperador Flacila” que nasceu em 397, e faleceu jovem como imperador).

Élia Gala Placídia

Élia Gala Placídia, 392-450 
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Constâncio III, reinou de fevereiro a setembro de 421).

Élia Eudocia

Élia Eudocia, 401-460   reinado 421/450
(Imperatriz-consorte romana do oriente, esposa de Teodósio II, reinou de 421 a 450.
Eudócia foi uma importante figura na história, facilitou a ascensão do cristianismo nos primeiros anos do que seria o Império Bizantino).

Justa Grata Honória

Justa Grata Honória, 416/7-455/7(
(Co-imperatriz em Ravena, Honória foi forçada à castidade pelo seu irmão Valentiniano afim de salvaguardar a unidade do poder. Mas Honória tinha um amante, o mordomo Eugénio, que causou grande escandalo em 449, e Honória foi enviada  para Constantinopla para ser melhor guardada, e o seu amante condenado à morte.

Do seu exilio, enviou um anel e uma carta a Átila, pedindo-lhe auxílio e prometendo a sua mão em casamento, já que se encontrava contra sua vontade noiva de Flávio Basso Herculano, depois da execução do seu amante.

Átila que considerou o envio do anel como um pedido em casamento, invadiu a Gália, na primavera de 451, e foi derrotado na batalha dos campos Cataláunicos.
No ano seguinte envadiu a Itália e reclamou a mão da sua “protegida”, que Valentiniano recusou.
Só a intervenção do papa Leão III, ou talvez o fato do seu exército ser vítimo duma epidemia, o fez desistir.

Márcia Eufêmia

Márcia Eufêmia (ou Eufémia), ?-467  imperatiz 453-467
(Impertriz-consorte romana do ocidente, esposa do imperador Antêmio, reinou de 453 a 467).

Élia Verina


Élia Verina, ?-484
(Imperatriz-consorte romana, esposa do imperador Leão I, reinou de 457 a 474).

Gala Placídia
Gala Placídia (a jovem), 440-apos 480
(Imperatriz-consorte romana, última imperatriz do Ocidente, esposa do imperador Flávio Anício Olíbrio, reinou alguns meses no ano 472).

Élia Ariadne
Élia Ariadne, antes de 457-515

Não podia terminar esta resenha, sem mostrar o penteado da talvez mais célebre mulher da antiguidade : Cleópara VII, que curiosamente nas moedas nunca aparece penteada como Elisabeth Taylor no filme Cleópatra, de Joseph L. Mankiwicz em 1963.













Nota final : as romanas nunca saíam à rua com a cabeça descoberta, para isso utilizavam a “palla”, (vestimenta retangular sem mangas que cobria a cabeça e o tronco, (como um véu)).

MGeada